domingo, 21 de abril de 2013

LEMINSKI








sossegue coração
ainda não é agora
a confusão prossegue
sonhos afora
calma calma
logo mais a gente goza
perto do osso
a carne é mais gostosa
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de colchão em colchão
chego à conclusão
meu lar é no chão
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vazio agudo
ando meio
cheio de tudo
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tudo em mim 
anda a mil
tudo assim 
tudo por um fio
tudo feito 
tudo estivesse no cio
tudo pisando macio 
tudo psiu
tudo em minha volta 
anda às tontas
como se as coisas 
fossem todas
afinal de contas
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Meu coração lá longe
faz sinal que quer voltar
Já no peito trago em bronze
NÃO HÁ VAGA NEM LUGAR
Pra que me serve esse negócio
que não cessa de bater?
Mais parece um relógio
que acabar de enlouquecer
Pra que é que eu quero quem chora,
se estou tão bm assim,
e o vazio que vai lá lá fora
cai macio dentro de mim?
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O amor, esse sufoco,
agora há pouco era muito,
agora, apenas um sopro.
Ah, troço de louco,
corações trocando rosas,
e socos.
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Essa minha secura
essa falta de sentimento
não tem ninguém que segure,
vem de dentro.
Vem da zona escura
donde vem o que sinto.
Sinto muito,
sentir é muito lento.
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Uma pálpebra, 
Mais uma, mais outras, 
Enfim, dezenas 
De pálpebras sobre pálpebras 
Tentando fazer 
Das minhas trevas 
Alguma coisa a mais 
Que lágrimas 


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